quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Destino


Sempre a querer mais
Nunca satisfeito
Sabendo apenas nada por completo
Havia de ter este destino?
Havia de querer isto?
Cansado de procurar
E nunca encontrar
Deitado no chão a ver o sonho passar
Quando me levanto já passou
Já não existe
E nada cabe no bolso
Nem o destino

Mais vale desistir, do que perder tanto tempo a procurar

Bernardo dos Santos Morgado

terça-feira, 17 de setembro de 2013

As árvores Negras

Persegue os teus sonhos
E vê-os fugir
Por entre as árvores Negras
Da tua imaginação
E se caíres
Saberás que a tua mãe.
Apenas ela te sufocará
Saberás que só a tua mãe.
E aí
,Quando chegares aí
Terás filhos e filhas
Que perseguirão os seus sonhos
E quando caírem. Só tu
Estarás lá
E saberão que só tu.
É quando chegares aí
Que saberás:
Já morreram os teus sonhos.
E as árvores Negras
Serão o caminho a seguir
Pelos teus filhos
E por desejares desesperadamente
O seu sucesso
Os sufocarás
Como foste sufocado
Pela tua mãe
E por alguém que vê tudo
Te pede dinheiro
E te castiga
Mas que te ama
E não esqueças isso
Nunca esqueças isso
As árvores Negras
Agora mais que nunca
São tuas e dos teus filhos

Não esqueças o Sol
Que te cega
Foi ele que fez crescer as árvores Negras
Na tua imaginação

Bernardo dos Santos Morgado

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O Ponto Fixo


Deitado no chão
Reparo num ponto escuro no tecto
Fixo o meu olhar no ponto
Passado pouco tempo
O ponto parece estar em movimento
Parado, no mesmo sítio
Passo a língua nos dentes
Sinto as falhas
Alguém as fez
Passo com a mão direita na cicatriz
Passo com a mão esquerda na outra cicatriz
E penso em quem as fez
Onde estarão? Serão felizes?
Da vida deles em mim deixaram as cicatrizes
E o ponto fixo parado vai mexendo

Bernardo dos Santos Morgado

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Mente Brilhante

                                                                                    (inspirado na vida de Nash)


O gato vai desaparecendo
À medida que o tempo vai passando
Génios Génios
Somos todos génios
Procuramos
E nunca encontramos
Dia após dia
Até a vida ser nada
O reconhecimento
Não encontramos
Génios somos tantos
E todos procuramos
Génios somos todos
Tirando os outros todos
Depois veem os prémios
Não encontramos
Mais Mais
Para lá do universo
Onde está o infinito
Finito
Procuramos 
Até que morremos
Génios são tantos
Todos mortos
Com os seus prémios

Bernardo dos Santos Morgado

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Azul


Acordo na minha casa azul
Visto o meu fato azul
Antes de sair certifico-me que está tudo azul
E quando está tudo azul, atiro-me do céu
Quando chego à terra pinto tudo de azul
Pouco me importa se alguém não gosta de azul
Eu sou azul e pronto vivo no mundo que pintei de azul
No mundo que pintei de azul

Bernardo dos Santos Morgado

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Destino


Sempre a querer mais
Sempre a querer mais e mais
Nunca satisfeito
Sabendo apenas nada por completo
Havia de ter este destino?
Havia de querer este destino?
Cansado de procurar
E nunca encontrar
Deitado no chão a ver o sonho passar, já foi
Quando me levanto já não há
Já não existe
E nada cabe no bolso
Nem o destino

Mais vale desistir, do que perder tanto tempo a procurar

Bernardo dos Santos Morgado

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Palavras


Para quê usar palavras caras!?
Não sou rico
Vou usar palavras caras para quê?
Se com palavras pobres já ninguém lê!?

Visto aquilo que quero
Da forma que quero
E com as palavras acontece o mesmo
Escrevo as palavras que quero

Senão gostas ainda bem
Mais palavras sobram
E burrice já chega a que tenho
A dos outros não quero
Os outros incomodam

Bernardo dos Santos Morgado